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11/07/2009 - 17:53 | Atualizado em 11/07/2009 - 18:06
Mapa do IBGE mostra animais aquáticos ameaçados de extinção
Ao divulgar espacialmente o estado atual de preservação da fauna, o IBGE contribui na orientação de possíveis programas de recuperação das espécies ameaçadas e no despertar da consciência ambiental.
Luca Maribondo*
Fishintur
Pacu é um dos peixes ameaçados
>>>
Encerrando o
projeto de
divulgação dos
mapas da
fauna
brasileira ameaçada de
extinção, o IBGE (
Instituto
Brasileiro de
Geografia e
Estatística)
lança
um
mapa
que localiza
pela
primeira
vez, no
território
nacional, as 238
espécies e subespécies de
invertebrados
aquáticos e
peixes
que correm
risco de
desaparecer,
segundo a
Lista das
Espécies da
Fauna
Brasileira Ameaçada de
Extinção, do Ibama (
Instituto
Brasileiro do
Meio
Ambiente e dos
Recursos
Naturais Renováveis), publicada
em 2004.
Apresentado na
escala de 1:5.000.000 (
um
centímetro corresponde a
50
km de
território), o
mapa "
Fauna Ameaçada de
Extinção:
Invertebrados
Aquáticos e
Peixes 2009" pode
ser adquirido
por R$ 15 nas
livrarias do IBGE
em
todo o
país e
também na
loja
virtual do
instituto,
pelo
site www.ibge.gov.br,
onde é
possível
ainda
acessar e
baixar o
mapa
gratuitamente,
tanto
por
meio do
link
Mapas, na
seção
Canais,
como na
área destinada a Geociências. Clique no link abaixo para ver mapa em pdf.
O
mapa de
invertebrados
aquáticos e
peixes ameaçados
completa a
série
iniciada
pelo IBGE
em 2006 e
que inclui
um
mapa
específico
para as
aves;
outro
para
mamíferos, répteis e
anfíbios; e
um
mapa de
insetos e
outros
invertebrados
terrestres, totalizando 632
espécies de
animais
que podem
entrar
em
extinção
caso
nada seja
feito
para preservá-las.
Das 238
espécies e subespécies ameaçadas
que o
mapa
mostra, 79
são
invertebrados
aquáticos
como estrelas-do-mar, ouriços-do-mar, pepinos-do-mar, anêmonas-do-mar e 159
são
peixes de
água
doce e
salgada a
exemplo de
alguns
tubarões,
cações,
raias, peixes-serra,
pacus, barrigudinhos,
vermelhos,
bagres,
cascudos e
lambaris.
Esses
animais foram catalogados
pelo Ibama
pela
primeira
vez
em 2004, e
o
maior
número deles ocorre
nos
estados de
São Paulo (86),
Rio de
Janeiro (76),
Rio
Grande do
Sul (55), Bahia (51) e
Paraná (43).
Dentre as
espécies relacionadas no
mapa, 41 (6
invertebrados
aquáticos e 35
peixes) se encontram
em
estado
mais
crítico de
perigo de
extinção. É o
caso do marisco-do-junco, do ouriço-do-mar-irregular, do cação-bico-doce e do
surubim,
entre
outros.
Os
invertebrados
aquáticos
são
pouco
conhecidos e estudados;
muitos deles vivem no
fundo do
mar e
não se locomovem,
por
isso
são difíceis de serem
vistos no
dia-a-dia, e
alguns
não possuem
sequer
um
nome
popular.
Já os
peixes
são
mais
conhecidos e estudados e se encontram
em
número
maior. A
destruição dos
habitats
naturais é
um dos
principais
fatores
que aceleram o
processo de
extinção desses
animais, ao
lado de
outros,
como a
poluição das
águas, a sobrepesca, a
pesca
esportiva, o
comércio de
peixes
ornamentais etc.
O
mapa de
invertebrados
aquáticos e
peixes ameaçados é ilustrado
com
desenhos dos
animais e fornece,
como
pano de
fundo,
informações
sobre
vegetação
primitiva,
área antropizada e delimitação dos
biomas. Na
legenda estão os
nomes das
classes,
ordens e
famílias a
que pertencem as
espécies,
bem
como
seus
nomes
científicos e
populares,
categorias de
ameaça (criticamente
em
perigo,
em
perigo e
vulnerável) e
distribuição
geográfica.
Os
estudos
sobre a
fauna ameaçada de
extinção vêm sendo realizados
pelo IBGE
desde o
fim dos
anos 1980,
fundamentalmente
com
base nas
listas do Ibama e complementados
por
informações levantadas
em
diferentes
instituições de
pesquisas e na
literatura especializada. Os
estudos produzem
informações
que
são armazenadas no
banco de
dados dos
cadastros de
fauna,
que,
por
sua
vez, gera os
mapas. Ao
divulgar
espacialmente o
estado
atual de
preservação da
fauna, o IBGE contribui na
orientação de
possíveis
programas de
recuperação das
espécies ameaçadas e no
despertar da
consciência ambiental.
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*com informações do IBGE
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Mapa do IBGE
Ao divulgar espacialmente o estado atual de preservação da fauna, o IBGE contribui na orientação de possíveis programas de recuperação das espécies ameaçadas e no despertar da consciência ambiental.
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